Aula 55 Como a NASA reduz riscos para as pessoas

TEMA: Como a NASA reduz riscos para as pessoas
Nossa aula foi: quarta-feira, 10 de setembro de 2025.EIXO TEMÁTICO
Investigação, estudo e pesquisa
 
HABILIDADES
Organizar informações dentro da construção do projeto de forma coletiva.
 
OBJETIVOS DE CONHECIMENTOS
Literatura dentro do projeto científico
 
CONTEÚDO
Literatura dentro do projeto científico
 
METODOLOGIA:
Os objetivos da aula são:
Identificar que a NASA coletar evidências médicas, ambientais e científicas sobre efeitos do espaço no corpo humano e reconhecer o desafio do número reduzido de astronautas para avaliar riscos.
Descrever o processo de avaliação de riscos que integrar áreas de estudo, comparar evidências e estimar probabilidade e consequências para saúde e trabalho.
Reconhecer o papel do HSRB em organizar evidências, estimar risco e recomendar atualizações às normas NASASTD3001.
Compreender que o NASASTD3001 definir requisitos “shall”, com razão e formas de verificação, e que o Volume 1 (Crew Health) focar limites de exposição, cuidados médicos, prevenção, emergência, pósmissão e recondicionamento.
Para tanto, nos serviremos da seguinte estrutura da aula:
Apresentar os objetivos no quadro e contextualizar a leitura do texto como estudo de caso sobre gestão de risco humano em voos espaciais.
Formar trios e distribuir uma folhaguia com três perguntas para cada seção do texto: “O que a NASA afirma?”, “Que evidência é usada?”, “Qual decisão/ação resulta?”; solicitar citar frases do texto em cada resposta.
Seção 1 — Coleta de evidências
O que a NASA afirma?
Afirmar ter juntado “muitas provas e dados sobre como o espaço afeta o corpo humano”, ao longo de mais de 50 anos, com informações médicas, do ambiente e de pesquisas.
 
Que evidência é usada?
Usar dados “médicas, do ambiente e de pesquisas científicas” acumulados em voos espaciais.
 
Qual decisão/ação resulta?
Continuar “juntar… provas e dados” para fundamentar decisões sobre saúde e desempenho em missões.
 
Seção 2 — Desafio da amostra pequena e processo de risco
O que a NASA afirma?
Afirmar que, “mesmo com tantos dados”, o número de astronautas é pequeno, “então ainda é difícil entender totalmente todos os riscos”.
 
Que evidência é usada?
Citar a “criou um processo que junta várias áreas de estudo… comparar as evidências e calcular a chance… e o tamanho das consequências”.
 
Qual decisão/ação resulta?
Implementar um processo para integrar áreas, comparar evidências e estimar probabilidade e consequência de riscos à saúde e ao trabalho.
 
Seção 3 — Comparar riscos e escolhas equilibradas
O que a NASA afirma?
Afirmar que a estratégia “ajuda a comparar os riscos entre si e a fazer escolhas equilibradas” para “maior chance de dar certo” com “menor risco possível”.
 
Que evidência é usada?
Referir ao uso de um processo padronizado de avaliação e comparação de riscos entre si.
 
Qual decisão/ação resulta?
Priorizar medidas e decisões que equilibrem sucesso da missão e proteção da saúde com base na comparação entre riscos.
 
Seção 4 — Coordenação pelo HSRB
O que a NASA afirma?
Afirmar que “criou um grupo chamado Human System Risk Board (HSRB)” para organizar evidências, estimar risco e recomendar atualizações nas regras.
 
Que evidência é usada?
Citar “organiza como as evidências são juntadas e avaliadas, estima a probabilidade e as consequências… e recomenda atualizações nas regras técnicas”.
 
Qual decisão/ação resulta?
Atualizar recomendações e regras técnicas (NASASTD3001) conforme novas evidências.
 
Seção 5 — Evolução das normas (3000 → 3001)
O que a NASA afirma?
Afirmar que as primeiras regras foram “no fim dos anos 1980… NASASTD3000” e que, a partir de 2009, passou “a usar a versão atual chamada NASASTD3001”.
 
Que evidência é usada?
Referir à necessidade de atualizar por “novos programas com outras necessidades”.
 
Qual decisão/ação resulta?
Adotar a versão NASASTD3001 para atender às novas necessidades dos programas.
 
Seção 6 — Estrutura dos requisitos
O que a NASA afirma?
Afirmar que as regras “valem para todos os programas tripulados” e cada regra traz um “deve ser feito (shall)”, a razão e “dicas de como verificar”.
 
Que evidência é usada?
Indicar a presença de “shall”, “rationale” e formas de verificação, padronizadas no documento.
 
Qual decisão/ação resulta?
Especificar, no projeto, requisitos centrados nas pessoas com justificativa e verificação associadas.
 
Seção 7 — Volume 1 (Crew Health)
O que a NASA afirma?
Afirmar que o Volume 1 “foca na saúde do corpo humano e define limites de exposição, cuidados médicos e medidas de prevenção e tratamento” e integra saúde ao projeto da nave e da missão.
 
Que evidência é usada?
Citar que o Volume 1 estabelece padrões de “limites… cuidados… prevenção… tratamento” para proteger tripulação.
 
Qual decisão/ação resulta?
Implementar limites e práticas médicas e preventivas desde o projeto da nave/missão.
 
Seção 8 — Conteúdos do Volume 1
O que a NASA afirma?
Afirmar que o Volume 1 inclui “triagem médica, prevenção, planos para emergências no lançamento e pouso, cuidados depois da missão e recondicionamento” e “dezenas de requisitos técnicos”.
 
Que evidência é usada?
Referir aos itens exemplificados e à existência de múltiplos requisitos técnicos no Volume 1.
 
Qual decisão/ação resulta?
Planejar e executar triagem, prevenção, contingências, cuidados pósmissão e recondicionamento conforme os requisitos.
 
Conduzir a análise do HSRB: em trios, mapear o fluxo “evidência → estimativa de probabilidade/consequência → recomendação de atualização de norma” com exemplos do texto.
Linha 1
Evidência: “juntar muitas provas e dados” de “informações médicas, do ambiente e de pesquisas científicas” acumuladas em mais de 50 anos de voos.
Estimativa: “comparar as evidências e calcular a chance de algo dar errado e o tamanho das consequências para a saúde e o trabalho”.
Recomendação: HSRB “recomendar atualizações nas regras técnicas da NASA (NASASTD3001) para manter tudo atualizado com o que a ciência sabe hoje”.
 
Linha 2
Evidência: “o número de astronautas… é pequeno”, dificultando “entender totalmente todos os riscos”.
Estimativa: o processo “junta várias áreas de estudo… compara as evidências… estima probabilidade e consequências” para reduzir incerteza.
Recomendação: propor ajustes de requisitos (“deve ser feito”/shall), com razão e verificação, para programas tripulados, conforme o Volume 1.
 
Linha 3
Evidência: necessidade de atualização histórica das regras (de NASASTD3000, anos 1980, para NASASTD3001 a partir de 2009) diante de “novos programas com outras necessidades”.
Estimativa: comparação “entre si” dos riscos para “fazer escolhas equilibradas” visando maior chance de sucesso com menor risco à saúde.
Recomendação: manter “regras… com ‘shall’, razão e verificação” e incluir no Volume 1 limites de exposição, prevenção, emergências, pósmissão e recondicionamento.
 
Realizar síntese no quadro: construir uma coluna de exemplos de requisitos do Volume 1 (triagem, prevenção, emergência em lançamento/pouso, pósmissão, recondicionamento) e relacionar cada um a um objetivo de saúde da tripulação.
Triagem médica
Exemplo de requisito: Realizar triagem/seleção médica e acompanhamento prémissão com monitoramento por médico de voo, avaliações periódicas e estabilização de saúde antes do lançamento.
Objetivo de saúde: Garantir aptidão para voo, reduzir riscos médicos antes e durante a missão e detectar precocemente condições que possam comprometer segurança e desempenho.
 
Prevenção (prémissão e em missão)
Exemplo de requisito: Implementar estratégias preventivas (nutrição, condicionamento físico, vacinação, controle de dose de radiação, treinamento de resiliência comportamental) com “shall” e justificativa associada.
Objetivo de saúde: Diminuir a probabilidade e a gravidade de agravos à saúde ao longo do ciclo da missão e melhorar a performance da tripulação.
 
Emergência em lançamento/pouso (contingências)
Exemplo de requisito: Estabelecer planos “shall” para evacuação/remoção a cuidados médicos definitivos em casos graves durante contingências de lançamento, entrada e pouso; prever coordenação com instalações médicas e recursos móveis.
Objetivo de saúde: Assegurar resposta rápida e coordenada a emergências críticas, reduzindo risco de perda de função, agravamento de lesões e impactos à missão.
 
Pósmissão (cuidados e monitoramento)
Exemplo de requisito: Realizar cuidados pósmissão e monitoramento longitudinal da saúde, incluindo acompanhamento por médico de voo durante investigações científicas que envolvam riscos ao tripulante decondicionado.
Objetivo de saúde: Detectar e tratar efeitos tardios do voo espacial, proteger a saúde no retorno à gravidade e preservar a aptidão para futuras missões.
 
Recondicionamento
Exemplo de requisito: Prover programa individualizado de recondicionamento “shall” desde o egresso no pouso, com protocolo faseado para retorno à condição funcional e de aptidão prémissão.
Objetivo de saúde: Recuperar segurança fisiológica, força e desempenho operacional do tripulante, acelerando o retorno à plena capacidade e ao status de voo.
 
Atividades estruturadas
Produzir miniquadro de requisitos: listar 3 “shall” citados no texto (ou formatos de “deve ser feito”), escrever a razão em 1 linha e indicar como verificar o cumprimento, conforme a estrutura descrita.
 
Elaborar linha do tempo das normas: marcar NASASTD3000 (finais dos anos 1980), transição até 2009 e adoção do NASASTD3001, registrando por que atualizar as regras.
Linha do tempo das normas
Finais dos anos 1980 — NASASTD3000 (ManSystem Integration Standards)
Marco: Primeira padronização Agênciaampla para fatores humanos em voo espacial, criada principalmente para a infraestrutura da Estação Espacial Internacional (ISS).
Por que atualizar depois: Considerada ampla demais, muito focada em soluções de design e com dúvidas sobre verificabilidade de certos requisitos, além do surgimento de novos programas com necessidades além da ISS.
 
Anos 1990–2000 — Iterações e transição
Marco: Produção de variações do 3000 e de um handbook de apoio; maturação de lições aprendidas e novas necessidades de exploração além da órbita baixa.
Por que atualizar: Avanço de programas e mudança do cenário de exploração exigiram normas com aplicabilidade mais ampla e requisitos verificáveis e centrados no humano.
 
2009 — Baseline e implementação do NASASTD3001 (Volume 1 e 2)
Marco: NASASTD3001 adotado e “baselined” pela OCHMO (autoridade técnica de saúde e medicina), aplicável a todos os programas tripulados, com requisitos em formato “shall”, racional (razão) e diretrizes de verificação.
Por que atualizar a partir do 3000: Tornar as normas atuais mais claras, verificáveis e amplas, suportando novos programas e ambientes de missão, e garantindo a criação de requisitos técnicos centrados nas pessoas em cada programa.
 
2009 em diante — Ciclo contínuo de revisão do 3001
Marco: Processo contínuo de atualização do NASASTD3001 com contribuições de especialistas, do Human System Risk Board (HSRB) e de resultados do Human Research Program, mantendo os requisitos alinhados ao conhecimento mais recente.
Objetivo: Manter a segurança, saúde e desempenho por meio de requisitos atualizados, comparando riscos entre si e informando tradeoffs de projeto e operação.
 
Material:
CHILDRESS, Sarah D.; WILLIAMS, Tara C.; FRANCISCO, David R. NASA Space Flight Human-System Standard: enabling human spaceflight missions by supporting astronaut health, safety, and performance. npj Microgravity, v. 9, p. 31, 2023. Disponível em: https://www.nature.com/articles/s41526-023-00275-2. DOI: 10.1038/s41526-023-00275-2. Acesso em: 31 ago. 2025.
 
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA🎒
Avaliação formativa: checar se cada trio ancorar respostas em citações curtas do texto e se representar corretamente o papel do HSRB e a lógica das normas.
Avaliação somativa: coletar a folhaguia com rubrica de 10 pontos — compreensão do problema de amostra pequena (2), descrição do processo de risco (3), papel do HSRB (2), descrição do Volume 1 e seus itens (3) — todas as respostas com citação textual.
 
MATERIAL:
1. Ao longo de mais de 50 anos de voos espaciais, a NASA juntou muitas provas e dados sobre como o espaço afeta o corpo humano, usando informações médicas, do ambiente e de pesquisas científicas.
2. Mesmo com tantos dados, o número de astronautas que já foram ao espaço é pequeno, então ainda é difícil entender totalmente todos os riscos. Por isso, a NASA criou um processo que junta várias áreas de estudo para entender melhor os perigos, comparar as evidências e calcular a chance de algo dar errado e o tamanho das consequências para a saúde e o trabalho dos astronautas.
3. Essa estratégia ajuda a comparar os riscos entre si e a fazer escolhas equilibradas, para que a missão tenha mais chance de dar certo com o menor risco possível para a saúde das pessoas.
4. Quem coordena esse trabalho. A NASA criou um grupo chamado Human System Risk Board (HSRB). Esse grupo organiza como as evidências são juntadas e avaliadas, estima a probabilidade e as consequências de cada risco e recomenda atualizações nas regras técnicas da NASA (NASASTD3001) para manter tudo atualizado com o que a ciência sabe hoje.
5. Sobre o conjunto de regras NASASTD3001. As primeiras regras para cuidar do fator humano em voos espaciais foram criadas no fim dos anos 1980 e se chamavam NASASTD3000. Com o tempo, surgiram novos programas com outras necessidades e foi preciso atualizar. A partir de 2009, a NASA passou a usar a versão atual chamada NASASTD3001.
6. Essas regras valem para todos os programas tripulados e ajudam a criar exigências de projeto centradas nas pessoas. Cada regra traz um “deve ser feito” (shall), a razão dessa regra e dicas de como verificar se ela foi cumprida.
7. O Volume 1 (Crew Health) foca na saúde do corpo humano e define limites de exposição, cuidados médicos e medidas de prevenção e tratamento; ele vê a saúde como parte do projeto da nave e da missão.
8. Esse Volume 1 inclui triagem médica, prevenção, planos para emergências no lançamento e pouso, cuidados depois da missão e recondicionamento, e tem dezenas de requisitos técnicos.