Artigo 2024

DESAFIOS E ESTRATÉGIAS PARA O CONTROLE DA DENGUE



CHALLENGES AND STRATEGIES FOR DENGUE CONTROL

Kaio José Silva Maluf Franco

RESUMO

Este artigo aborda a dengue, uma arbovirose transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que apresenta um grave impacto na saúde pública, especialmente no Brasil, onde os casos têm aumentado expressivamente nos últimos anos. A pesquisa investigou os desafios no controle e prevenção da dengue, explorando questões como a proliferação do vetor, o monitoramento epidemiológico e a participação comunitária. O objetivo principal foi identificar estratégias integradas e eficazes para mitigar os impactos da doença. A metodologia adotada foi uma pesquisa bibliográfica e documental, com abordagem qualitativa. Durante as aulas, textos selecionados foram apresentados e analisados por alunos, que realizaram sínteses e discussões para aprofundar a compreensão dos conteúdos. Não foram realizados experimentos empíricos ou entrevistas. Os resultados apontam que a urbanização desordenada, a falta de saneamento básico e a resistência do Aedes aegypti a inseticidas são fatores críticos que dificultam o controle da doença. O estudo destaca a importância de sistemas eficientes de monitoramento, como o Sinan, e da mobilização comunitária na eliminação de criadouros. Conclui-se que o enfrentamento da dengue requer uma abordagem integrada, envolvendo políticas públicas sustentáveis, educação comunitária e a colaboração entre governo e sociedade. Estudos futuros podem explorar métodos inovadores para aprimorar as ações de controle.


Palavras-chave: Dengue, Aedes aegypti, Saúde Pública, Controle de Vetores, Participação Comunitária.


ABSTRACT

This article addresses dengue, an arbovirus transmitted by the Aedes aegypti mosquito, which has a significant impact on public health, particularly in Brazil, where cases have risen dramatically in recent years. The research investigated the challenges in controlling and preventing dengue, exploring issues such as vector proliferation, epidemiological monitoring, and community participation. The primary objective was to identify integrated and effective strategies to mitigate the disease's impact. The methodology used was a bibliographic and documentary research with a qualitative approach. During lessons, selected texts were presented and analyzed by students, who produced syntheses and discussions to deepen their understanding of the topics. No empirical experiments or interviews were conducted. The results indicate that unplanned urbanization, lack of basic sanitation, and Aedes aegypti resistance to insecticides are critical factors complicating disease control. The study highlights the importance of efficient monitoring systems, such as Sinan, and community mobilization to eliminate mosquito breeding sites. It concludes that combating dengue requires an integrated approach, involving sustainable public policies, community education, and collaboration between government and society. Future studies may explore innovative methods to enhance control efforts.


Keywords: Dengue, Aedes aegypti, Public Health, Vector Control, Community Participation.


1. INTRODUÇÃO

A escolha do tema deste artigo foi realizada de maneira democrática, com a participação ativa de todos os envolvidos. Inicialmente, foram levantados nove temas de interesse geral para discussão e posterior aprofundamento: Ajudar os Animais, Aprendizagem, Bullying, Celular na Escola, Covid, Dengue, Jogos, Preconceito e Preservação do Ambiente. Esses temas refletem questões relevantes para a comunidade escolar e para a sociedade como um todo.

Para determinar o tema principal, foi realizada uma votação por meio do Google Forms, com a participação de 22 votantes. O resultado foi o seguinte: "Ajudar os Animais" recebeu 3 votos (13,6%), "Aprendizagem" não obteve votos (0%), "Bullying" recebeu 1 voto (4,5%), "Celular na Escola" também recebeu 1 voto (4,5%), "Covid" não obteve votos (0%), "Dengue" foi o tema mais votado com 11 votos (50%), "Jogos" recebeu 3 votos (13,6%), "Preconceito" obteve 2 votos (9,1%), e "Preservação do Ambiente" recebeu 1 voto (4,5%).

Para encaminhar a consolidação da escolha final, foi realizada uma segunda rodada de votação com os três temas mais votados: Ajudar os Animais, Dengue e Jogos. Os resultados dessa nova etapa foram: "Ajudar os Animais" com 5 votos, "Dengue" com 9 votos e "Jogos" com 8 votos. Apesar de Dengue continuar liderando, a disputa acirrada entre os temas revelou a necessidade de uma terceira rodada para confirmar o tema principal. Esse processo reforça o compromisso com a inclusão e a pluralidade de opiniões, garantindo que o tema escolhido seja representativo do interesse coletivo.

Na terceira e última rodada, que contou com os 22 votantes, Dengue foi escolhida como tema principal com 12 votos (54,5%), enquanto "Jogos" recebeu 10 votos (45,5%). Esse processo democrático reforça a importância de respeitar as opiniões coletivas e assegura que o tema abordado no artigo reflita os interesses da maioria, destacando a relevância de discutir e propor soluções para o enfrentamento da dengue, uma questão crítica de saúde pública.

Na aula seguinte à escolha do tema geral "Dengue", o professor apresentou oito possibilidades de pesquisa com o objetivo de delimitar o enfoque do trabalho. As opções incluíam diferentes aspectos relacionados à doença, como o ciclo de vida do mosquito, transmissão e sintomas, prevenção, tratamento, epidemiologia, papel da comunidade, desafios no controle da dengue e impacto socioeconômico.

Após discussões e reflexões, os alunos decidiram realizar uma síntese dessas possibilidades, escolhendo o enfoque na prevenção contra a dengue. Essa escolha foi baseada na relevância do tema para a saúde pública e na possibilidade de aplicar os conhecimentos adquiridos em ações práticas na escola e na comunidade. A prevenção abrange aspectos como eliminação de criadouros, conscientização comunitária, uso de repelentes e práticas que reduzam as condições ideais para a proliferação do mosquito Aedes aegypti.

Ao integrar diferentes aspectos das opções apresentadas, os alunos buscarão compreender de maneira abrangente os desafios e as soluções para a prevenção da dengue, promovendo não apenas a aprendizagem, mas também o engajamento em práticas preventivas em seus ambientes. Esse enfoque permite uma abordagem mais prática e participativa, alinhando-se à proposta de transformar o conhecimento em ações concretas.

A dengue é uma das principais arboviroses que afetam a saúde pública global, especialmente em regiões tropicais como o Brasil. A doença, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, apresenta um impacto significativo devido à sua alta incidência, rápida disseminação e gravidade em casos mais severos, como a dengue hemorrágica. Nos últimos anos, o aumento expressivo de casos e as dificuldades no controle do vetor reforçam a necessidade de aprofundar o estudo e a conscientização sobre essa problemática.

O problema central abordado neste artigo é: Como enfrentar os desafios no controle e prevenção da dengue em contextos de elevada vulnerabilidade social e ambiental? A hipótese subjacente é que estratégias integradas, que combinem monitoramento eficaz, participação comunitária e políticas públicas sustentáveis, podem reduzir significativamente os impactos da dengue na saúde pública.

O objetivo geral deste trabalho é investigar os principais desafios no combate à dengue e propor estratégias integradas de controle e prevenção baseadas em evidências científicas e mobilização social. Para alcançar esse objetivo, foram estabelecidos os seguintes objetivos específicos: a) analisar as características do Aedes aegypti e os fatores que contribuem para sua proliferação; b) discutir o panorama atual da dengue no Brasil e no mundo; c) avaliar a importância das denúncias e da participação comunitária no controle de focos do mosquito; e d) examinar o papel do monitoramento e da notificação na gestão da doença e na implementação de estratégias preventivas.

A metodologia utilizada consistiu em uma pesquisa bibliográfica e documental, com análise de materiais extraídos de fontes científicas, relatórios institucionais e textos jornalísticos. Durante as aulas, o professor apresentou e discutiu textos relacionados à dengue, que foram lidos e interpretados pelos alunos. Estes desenvolveram atividades de síntese, respondendo a perguntas específicas e realizando análises mais aprofundadas, o que permitiu uma compreensão crítica e reflexiva dos temas explorados.

Os resultados indicaram que a dengue continua sendo um grande desafio de saúde pública, especialmente no Brasil, onde fatores como urbanização desordenada, desigualdades no saneamento básico e resistência do mosquito a inseticidas dificultam o controle. Estratégias integradas, como o uso de sistemas de notificação, eliminação de criadouros e educação comunitária, mostraram-se essenciais no enfrentamento da doença.

A revisão literária do artigo está organizada em quatro seções: a seção 2.1 aborda os desafios no controle do Aedes aegypti e sua resistência. Em seguida, a seção 2.2 apresenta o panorama atual da dengue no Brasil e no mundo. Na seção 2.3, discute-se a importância da denúncia de focos e do engajamento comunitário. Já a seção 2.4 destaca o papel do monitoramento e da notificação na gestão da doença.

Este artigo reforça a necessidade de uma abordagem integrada e participativa no combate à dengue, promovendo o envolvimento de todos os setores da sociedade na construção de soluções eficazes e sustentáveis.


2. REVISÃO LITERÁRIA

2.1  Desafios no controle da dengue e a resistência do Aedes aegypti

Esta seção tem como objetivo apresentar uma revisão detalhada sobre a dengue, abordando os principais sintomas, formas de transmissão e desafios no controle do vetor Aedes aegypti, com base em referências científicas. Além disso, discute-se a relação entre fatores ambientais, urbanização e estratégias de controle, analisando sua eficácia e limitações. Busca-se, assim, fornecer um panorama que destaque a complexidade do combate à doença e a necessidade de ações integradas, sustentáveis e inovadoras para enfrentá-la.

A dengue é uma doença causada por um vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, que pode provocar diversos sintomas. O principal sintoma é a febre alta, entre 39°C e 40°C, que surge de repente e dura cerca de 2 a 7 dias (Tua Saúde, 2024). Além da febre, é comum sentir dor de cabeça, especialmente atrás dos olhos, dores musculares e nas articulações, cansaço extremo, mal-estar geral, náuseas e vômitos (MD.Saúde, 2024). Algumas pessoas também podem apresentar manchas vermelhas na pele, principalmente no tórax e nos braços, que podem coçar levemente (Tua Saúde, 2024).

Em casos mais graves, conhecidos como dengue hemorrágica, podem ocorrer sintomas adicionais, como dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramentos pelo nariz, boca ou gengivas, além de dificuldade respiratória e confusão mental (MD.Saúde, 2024). Esses sinais indicam a necessidade de procurar atendimento médico imediato.

É importante destacar que os sintomas da dengue podem ser semelhantes aos de outras doenças, como gripe ou resfriado, o que pode dificultar o diagnóstico. 

Por isso, ao perceber os sintomas mencionados, é fundamental buscar orientação médica para confirmar a infecção e iniciar o tratamento adequado.

Conforme Tauil (2002), o mosquito Aedes aegypti é o principal vetor da dengue no Brasil. Trata-se de um mosquito doméstico, com preferência por depósitos artificiais de água limpa para reprodução, e seus ovos possuem alta resistência, sobrevivendo por até 450 dias na ausência de água. O A. aegypti também demonstra grande adaptabilidade a condições desfavoráveis, sendo encontrado em altitudes elevadas e até em água poluída. Essa capacidade de adaptação torna o controle vetorial um grande desafio no combate à dengue.

Com base em Tauil (2002), o histórico de controle do A. aegypti no Brasil mostra que nas décadas de 1950 e 1960 o mosquito foi eliminado do território nacional e de outros 17 países das Américas, utilizando uma estratégia centralizada e hierarquizada. No entanto, re-infestações posteriores, inicialmente detectadas em estados como Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro, levaram à disseminação do mosquito por todo o Brasil. Hoje, ele é encontrado em quase 4 mil municípios, evidenciando a dificuldade em manter o controle efetivo.

De acordo com Tauil (2002), o controle do mosquito envolve o uso de índices de infestação, como o índice predial e o índice de Breteau, que medem a presença de larvas nos recipientes. No entanto, ambos apresentam limitações na avaliação da infestação e na previsão da transmissão da doença. Apesar de baixos índices de infestação reduzirem o risco de transmissão, eles não garantem a eliminação da doença, exigindo vigilância constante e intensiva de mão de obra. A manutenção de recursos financeiros e humanos para essa vigilância frequentemente perde prioridade frente a outras demandas de saúde pública.

A partir de Tauil (2002), outro aspecto crítico é a presença do Aedes albopictus no Brasil desde 1986. Embora ainda não tenha sido encontrado naturalmente infectado no país, esse mosquito, que tem uma valência ecológica mais ampla, representa um risco adicional, mesmo que secundário, para a transmissão da dengue.

Conforme Tauil (2002), o crescimento urbano desordenado e a precariedade no saneamento básico têm favorecido a proliferação do A. aegypti. A necessidade de armazenamento de água em recipientes como tonéis, especialmente em áreas com fornecimento irregular, contribui para o aumento dos criadouros. Além disso, o descarte inadequado de embalagens e pneus agrava a situação, facilitando a disseminação do mosquito em áreas urbanas densamente povoadas.

Com base em Tauil (2002), limitações institucionais também dificultam o combate ao mosquito. Problemas como a falta de legislação e fiscalização efetivas, dificuldades no acesso a domicílios para inspeção, e a contratação temporária de profissionais sem garantia trabalhista afetam a continuidade e a qualidade das ações de controle. A ausência de supervisão e a rotatividade dos trabalhadores reduzem a eficiência das campanhas.

De acordo com Tauil (2002), a resistência do A. aegypti a inseticidas é outro desafio crescente. Tanto larvas quanto mosquitos adultos têm desenvolvido resistência aos compostos químicos utilizados, como organofosforados e piretroides, tornando necessário o monitoramento contínuo e a pesquisa de novos produtos mais eficazes e seguros. Finalmente, Tauil (2002) destaca exemplos internacionais, como Cuba e Cingapura, que, apesar de esforços intensos e campanhas organizadas, não conseguiram erradicar completamente o vetor. Isso reforça a complexidade do controle do A. aegypti e a necessidade de estratégias inovadoras e sustentáveis para enfrentar o problema.

Conforme Claro, Tomassini e Rosa (2004), o dengue é a arbovirose de maior incidência no mundo, sendo endêmica em todos os continentes, exceto a Europa. Aproximadamente dois terços da população global vivem em áreas infestadas pelo Aedes aegypti, vetor principal da doença, que transmite seus quatro sorotipos, frequentemente de forma simultânea. No Brasil, os primeiros registros de dengue remontam à década de 1920, mas após décadas de erradicação do A. aegypti, o país enfrentou reinfestações e grandes epidemias nas décadas de 1980 e 1990, com o surgimento de formas mais graves, como o dengue hemorrágico.

De acordo com Claro, Tomassini e Rosa (2004), fatores como urbanização acelerada, falta de infraestrutura básica e aumento do trânsito de pessoas entre países contribuíram para a emergência do dengue e do dengue hemorrágico nas Américas. A urbanização desordenada e a distribuição desigual de renda levaram muitas pessoas a viverem em áreas sem saneamento básico adequado, obrigando-as a armazenar água em recipientes que frequentemente se tornam criadouros do mosquito. Da mesma forma, o acúmulo de lixo em áreas peridomiciliares, especialmente em períodos chuvosos, intensifica a proliferação do vetor.

Conforme os autores (Claro, Tomassini e Rosa, 2004), os métodos predominantes de controle do A. aegypti nas últimas décadas incluem a aplicação de inseticidas a ultrabaixo volume (ULV). No entanto, o impacto limitado dessa abordagem na circulação viral tem levado à revisão das estratégias de controle. Exemplos bem-sucedidos de manejo incluem o cumprimento de leis em países como Cuba e Cingapura, que aplicam multas para desestimular a manutenção de criadouros, bem como o uso de controle biológico com microrganismos e peixes larvívoros.

A partir de Claro, Tomassini e Rosa (2004), observa-se que campanhas informativas têm eficácia limitada quando não são acompanhadas de ações que promovam a participação comunitária e a educação em saúde. Estratégias como inquéritos do tipo CAP (conhecimentos, atitudes e práticas) permitem compreender crenças e comportamentos associados ao dengue, oferecendo subsídios para o desenvolvimento de políticas públicas mais eficazes. Além disso, as abordagens integradas, que incluem ações ambientais, vigilância epidemiológica e entomológica, são cada vez mais valorizadas.

Em síntese, a seção destacou os principais aspectos relacionados à dengue, incluindo os sintomas característicos, a gravidade da doença em suas formas clássica e hemorrágica, e os desafios impostos pelo Aedes aegypti como vetor principal. Foram abordados os fatores que contribuem para a proliferação do mosquito, como o crescimento urbano desordenado, a falta de saneamento básico e a resistência a inseticidas, além das limitações institucionais e estruturais no combate à doença. Também foram discutidas estratégias de controle, enfatizando a necessidade de ações integradas que envolvam a comunidade, vigilância epidemiológica e soluções sustentáveis. Assim, reforça-se que o enfrentamento da dengue requer um esforço contínuo e coordenado, capaz de superar os obstáculos técnicos, sociais e ambientais apresentados.


2.2 Situação atual da dengue no Brasil e no mundo

Esta seção tem como objetivo apresentar um panorama atualizado sobre a incidência da dengue no Brasil e em escala global, destacando os números alarmantes registrados nos últimos anos. Serão discutidos os fatores que contribuem para o aumento dos casos, as desigualdades regionais na distribuição da doença e as iniciativas adotadas para o enfrentamento do problema. Além disso, abordar-se-á a relevância da vigilância epidemiológica e da integração de estratégias de combate para minimizar os impactos dessa grave arbovirose na saúde pública.

De acordo com a Agência Brasil (2024b), o Brasil lidera o ranking mundial de casos prováveis de dengue, com quase 6,3 milhões de notificações em 2024, sendo mais de 3 milhões confirmadas em laboratório. Em comparação, a Argentina ocupa o segundo lugar, com 420 mil casos prováveis, seguida por Paraguai e Peru. Globalmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) registrou 7,6 milhões de casos prováveis de dengue em 2024, com 3,4 milhões confirmados e mais de 3 mil mortes associadas à doença.

Conforme a OMS (Apud Agência Brasil, 2024b), a região das Américas apresentou um aumento significativo de casos nos últimos cinco anos, ultrapassando 7 milhões de notificações apenas até abril de 2024. Este aumento é especialmente preocupante, considerando que, em 2023, foram registrados 4,6 milhões de casos em toda a região. Além disso, todos os quatro sorotipos do vírus foram detectados este ano nas Américas, incluindo casos de circulação simultânea em países como Brasil, México e Guatemala, o que aumenta a complexidade do controle da transmissão.

A partir de informações da Agência Brasil (2024b), a OMS reforça que muitos países não possuem sistemas robustos de vigilância e notificação, o que subestima a real carga global da dengue. Uma vigilância mais eficiente em tempo real é fundamental para a gestão e controle da transmissão. No Brasil, estratégias como a vacinação têm sido implementadas, incluindo o uso da vacina TAK-003, conhecida como Qdenga, destinada a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos nas áreas de alta transmissão.

Com base nos dados apresentados pela Agência Brasil (2024b), além da dengue, outras arboviroses, como chikungunya e zika, também impactam o cenário de saúde pública, especialmente em áreas endêmicas. Esses vírus são transmitidos pelo mesmo vetor, o mosquito Aedes aegypti, e possuem sintomas semelhantes, o que pode levar a diagnósticos equivocados. Estudos realizados no Brasil indicam que, durante surtos de arboviroses, como em Minas Gerais em 2023, casos suspeitos de chikungunya foram inicialmente atribuídos à dengue, destacando a fragilidade nos sistemas de vigilância.

A OMS alerta que o vírus Zika é particularmente perigoso para gestantes, devido à associação com casos de microcefalia em recém-nascidos. Segundo a Agência Brasil (2024b), a vigilância simultânea dos três vírus – dengue, chikungunya e zika – é essencial para otimizar o diagnóstico, a gestão de pacientes e o uso de recursos de saúde, possibilitando intervenções mais eficazes.

Conforme a Agência Brasil (2024a), o Brasil já alcançou a marca de 5.100.766 casos prováveis de dengue em 2024, um número que supera em mais de três vezes os registros de 2023, quando houve 1.649.144 casos. O aumento expressivo de casos ressalta a gravidade da situação de saúde pública no país, que contabiliza também 2.827 mortes confirmadas e outros 2.712 óbitos em investigação relacionados à doença. A letalidade geral da dengue é de 0,06%, mas em casos graves a taxa sobe significativamente para 4,83%, evidenciando o impacto letal das formas mais severas da doença.

Com base nos dados apresentados pela Agência Brasil (2024a), a maior incidência de casos prováveis de dengue concentra-se entre adultos jovens, especialmente na faixa etária de 20 a 29 anos, seguida por pessoas de 30 a 39 anos e 40 a 49 anos. Em contrapartida, as faixas etárias menos atingidas incluem crianças menores de 1 ano e pessoas com 80 anos ou mais, destacando uma vulnerabilidade menor nesses grupos em comparação aos adultos jovens.

De acordo com a Agência Brasil (2024a), Minas Gerais lidera em número de casos prováveis, com 1.431.174 registros, seguida por São Paulo (1.397.796), Paraná (535.433) e Santa Catarina (288.212). Por outro lado, estados como Roraima, Sergipe, Rondônia e Amapá apresentam os menores números de casos prováveis, destacando uma desigualdade regional na distribuição da doença. Em relação ao coeficiente de incidência, o Distrito Federal ocupa a posição mais crítica, com 9.037 casos por 100 mil habitantes, seguido por Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina. Em contraste, estados como Roraima, Ceará, Sergipe e Maranhão apresentam os menores coeficientes de incidência, sugerindo uma menor prevalência da doença nessas regiões.

A dengue tem se mostrado um desafio significativo para o estado de Goiás, especialmente nos anos de 2023 e 2024. A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) tem monitorado de perto a situação epidemiológica, fornecendo dados atualizados sobre a incidência da doença. De acordo com o boletim de arboviroses da SES-GO, até 18 de abril de 2024, foram notificados 489 casos de dengue no estado. Este número representa uma redução significativa em comparação com o mesmo período de 2023, quando foram registrados 21.513 casos confirmados nas primeiras sete semanas do ano.

Em resumo, a seção evidenciou a gravidade da dengue como um problema de saúde pública, tanto no Brasil quanto no mundo, destacando o aumento expressivo de casos nos últimos anos. Foram abordados os principais fatores que impulsionam a disseminação da doença, como urbanização desordenada, desigualdades regionais e fragilidades nos sistemas de vigilância epidemiológica. Além disso, ressaltaram-se os esforços para o controle da dengue, como a introdução de vacinas e a necessidade de vigilância simultânea de arboviroses correlatas, como chikungunya e zika. Por fim, os dados apresentados reforçam a importância de estratégias integradas e contínuas para enfrentar os desafios impostos pela dengue e mitigar seus impactos nas populações mais vulneráveis.


2.3 Denúncia e controle de focos de dengue

O objetivo desta seção é discutir a importância da participação comunitária e da atuação governamental no controle de focos do mosquito Aedes aegypti, com ênfase na denúncia de criadouros e na aplicação de estratégias de combate à dengue. Serão apresentadas iniciativas e sistemas de denúncia implementados em diferentes regiões do Brasil, como São Paulo e o Distrito Federal, destacando a contribuição da população e as ações de vigilância realizadas pelas autoridades. Essa abordagem busca evidenciar como a colaboração entre sociedade e governo pode otimizar os esforços no enfrentamento dessa arbovirose.

De acordo com o G1 e TV Globo (2024), nas três primeiras semanas de 2024, a cidade de São Paulo registrou 861 casos confirmados de dengue, o dobro do mesmo período em 2023, marcando o pior início de ano desde 2016. Essa epidemia ressalta a importância de conter a proliferação do mosquito Aedes aegypti como principal estratégia preventiva, especialmente devido ao acesso limitado à vacina contra a doença, que está disponível apenas em 11 municípios paulistas para públicos-alvo específicos. A população pode colaborar denunciando possíveis focos de água parada à Prefeitura de São Paulo por meio do Disque 156.

Conforme a Prefeitura de São Paulo (Apud G1 e TV Globo, 2024), qualquer local com água limpa e parada pode se tornar um foco de dengue. Os criadouros mais comuns incluem caixas d’água, pneus, vasos de plantas, lajes e marquises, mas até mesmo lonas, recipientes de água para animais de estimação, sifões de pias, piscinas e pequenos lagos podem servir como ambiente para a reprodução do mosquito. Por isso, a conscientização sobre locais potenciais é crucial para o controle da doença.

Com base nas orientações da Prefeitura de São Paulo (Apud G1 e TV Globo, 2024), denúncias devem conter informações claras, como o endereço do imóvel, o tipo de imóvel e o tipo de criadouro observado, diferenciando depósitos naturais de artificiais. A Prefeitura é responsável por controlar focos em áreas públicas, enquanto áreas particulares são de responsabilidade dos proprietários, que devem manter as condições sanitárias adequadas.

Para realizar denúncias, a população pode acessar o Disque 156 por diferentes meios: presencialmente, nas subprefeituras; pelo telefone 156; ou pelo portal da prefeitura na internet. Esse sistema garante que potenciais focos sejam avaliados e tratados, auxiliando no combate à proliferação do Aedes aegypti e na prevenção da dengue na cidade.

Conforme Miranda (2024), a população do Distrito Federal tem desempenhado um papel crucial no combate à dengue, especialmente no que se refere à denúncia de focos do mosquito Aedes aegypti. Entre 1º de janeiro e 13 de fevereiro de 2024, a Ouvidoria do DF registrou 3.409 demandas relacionadas à dengue, um aumento expressivo de 1.247,4% em comparação com o mesmo período de 2023, quando houve apenas 253 registros. Esse aumento é atribuído ao trabalho de conscientização promovido pelo Governo do Distrito Federal (GDF), que tem incentivado a identificação e denúncia de potenciais criadouros.

Com base em Miranda (2024), as denúncias da população são recebidas por diversos canais oficiais, como o telefone 162, o site ParticipaDF e o telefone 199, este último administrado pela Subsecretaria de Defesa Civil em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar do DF. O canal 199, que inicialmente fornecia informações sobre dengue, passou a tratar denúncias e atualmente registra uma média de 59 denúncias por dia. Desde sua criação em 18 de janeiro até 12 de fevereiro, o canal recebeu 1.594 registros.

De acordo com Miranda (2024), as demandas feitas pela população são tratadas de forma prioritária, com encaminhamentos imediatos para os agentes de vigilância ou para a Secretaria de Proteção da Ordem Urbanística (DF Legal), dependendo do tipo de denúncia. Essa resposta rápida, apoiada por tecnologias como o Serviço Eletrônico de Informações (SEI), busca garantir a eliminação de focos do mosquito e a redução da incidência de casos de dengue no DF. Além disso, a Vigilância Ambiental realiza apurações nos locais denunciados, reforçando o compromisso do GDF com a saúde pública.

A partir de Miranda (2024), observa-se que a parceria entre a população e o governo tem sido essencial para a formulação de estratégias eficazes no combate à dengue. A vice-governadora do DF, Celina Leão, destacou que campanhas de sensibilização têm fortalecido a confiança entre cidadãos e governo, permitindo uma atuação mais assertiva. Esse engajamento reflete uma preocupação crescente da população, que tem contribuído significativamente para a identificação e resolução de problemas relacionados à proliferação do Aedes aegypti.

Em conclusão, a seção evidenciou que a denúncia de focos do mosquito Aedes aegypti desempenha um papel fundamental no controle da dengue, especialmente em cenários onde a proliferação do vetor é acelerada. A participação ativa da população, aliada a sistemas eficientes de recebimento e tratamento de denúncias, como os implementados em São Paulo e no Distrito Federal, demonstra ser uma estratégia essencial para a identificação e eliminação de criadouros. Além disso, destacaram-se as iniciativas governamentais de conscientização, que têm fortalecido a confiança entre cidadãos e autoridades, permitindo uma resposta mais ágil e eficaz no combate à doença. A colaboração entre sociedade e governo surge, portanto, como uma ferramenta indispensável para reduzir a incidência da dengue e proteger a saúde pública.


2.4 Monitoramento e notificação como estratégias de prevenção e controle da Dengue

O objetivo desta seção é analisar a importância do monitoramento e da notificação de casos de dengue para o controle da doença, destacando o papel das unidades de saúde e do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) na coleta e gestão de dados. Além disso, serão abordadas as estratégias preventivas recomendadas pelo Ministério da Saúde, enfatizando a eliminação de criadouros e a colaboração entre governo e sociedade como pilares fundamentais para a prevenção e redução da incidência de arboviroses.

Conforme o Ministério da Saúde (2009), a dengue é uma doença de rápida disseminação, cuja notificação compulsória é essencial para o monitoramento e controle. Todos os casos suspeitos, independentemente de confirmação, devem ser registrados e comunicados às autoridades de Vigilância Epidemiológica. Essa notificação oportuna permite acompanhar o padrão de transmissão da doença, identificar curvas endêmicas e implementar ações preventivas localmente. Para isso, as unidades de saúde desempenham um papel central, tanto na detecção de casos quanto na qualidade dos dados fornecidos às equipes de vigilância.

De acordo com o Ministério da Saúde (2009), o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) é o principal instrumento para registrar casos de dengue. Ele utiliza dois formulários principais: a Ficha Individual de Notificação (FIN), com informações básicas sobre o paciente, e a Ficha Individual de Investigação (FII), que aprofunda os dados com informações como exames laboratoriais, evolução do caso e manifestações clínicas. Essas fichas são preenchidas pelas unidades de saúde ou pela Vigilância Epidemiológica municipal e, posteriormente, digitalizadas no Sinan para transmissão aos níveis estadual e nacional.

Conforme as diretrizes (Ministério da Saúde, 2009), em períodos de epidemia, quando o volume de casos excede a capacidade de digitação ou de acesso ao aplicativo Sinan, a notificação pode ser realizada por meios rápidos, como telefone ou e-mail. Essa agilidade é crucial para a gestão de surtos, especialmente no caso de notificações de casos graves, que devem ser imediatamente comunicadas à esfera de governo seguinte. A integração entre os diferentes níveis de governo é facilitada pelo uso do Sinan WEB, que permite o registro online e simultâneo das notificações.

A partir do Ministério da Saúde (2009), destaca-se a importância da retroalimentação sistemática de dados. Informações como número total de casos, faixa etária, resultados laboratoriais e índices de infestação predial devem ser constantemente atualizadas e compartilhadas com todas as esferas de governo. Essa prática melhora a capacidade dos profissionais de saúde em diagnosticar precocemente a dengue e auxilia os gestores na organização eficiente dos serviços, reduzindo o risco de evolução para casos graves e óbitos.

De acordo com o Ministério da Saúde (2024), o mosquito Aedes aegypti é o principal vetor responsável pela transmissão de doenças graves como dengue, chikungunya e zika. Para prevenir a proliferação desse mosquito, é fundamental eliminar os criadouros de água parada, que são os principais locais de reprodução. Pneus, garrafas, baldes e outros recipientes que podem acumular água devem ser esvaziados e mantidos virados para baixo, enquanto caixas d'água devem estar sempre tampadas. A colaboração de todos é essencial, e a conscientização coletiva pode proteger não apenas o indivíduo, mas também a comunidade como um todo.

O Ministério da Saúde (2024) enfatiza que o combate ao mosquito requer a união da população. Além de eliminar possíveis criadouros, é importante receber bem os agentes de saúde que realizam visitas domiciliares para identificar focos do mosquito e aplicar medidas de controle. A parceria entre governo e sociedade é indispensável para o sucesso das ações de prevenção.

Ainda conforme o Ministério da Saúde (2024), o Aedes aegypti é especialmente perigoso devido à sua capacidade de transmitir múltiplas doenças. A infecção pelo vírus zika, por exemplo, pode causar microcefalia em bebês nascidos de mães infectadas durante a gravidez. Por isso, além de eliminar a água parada, recomenda-se o uso de repelentes e a manutenção de um ambiente limpo e seguro.

Os sintomas da dengue incluem febre alta, dores de cabeça, manchas vermelhas na pele, dores no corpo e náuseas, entre outros. O Ministério da Saúde (2024) alerta que, ao identificar esses sintomas, é importante buscar orientação médica. A prevenção, no entanto, continua sendo a melhor estratégia para evitar surtos e proteger a saúde da população.

Em conclusão, a seção destacou a relevância do monitoramento e da notificação de casos de dengue como ferramentas essenciais para o controle da doença. O papel central do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) foi enfatizado, evidenciando sua capacidade de integrar dados e fornecer subsídios para ações preventivas e de gestão em saúde pública. Além disso, reforçou-se a importância de medidas preventivas, como a eliminação de criadouros e a conscientização coletiva, bem como a parceria entre governo e sociedade para garantir o sucesso das estratégias de controle. Por fim, a abordagem integrada de monitoramento, notificação e prevenção surge como a base para a mitigação dos impactos da dengue e outras arboviroses na saúde da população.


3. MATERIAL E MÉTODOS

Este artigo foi desenvolvido a partir de uma pesquisa bibliográfica e documental, sem a realização de experimentos empíricos ou entrevistas. A metodologia utilizada baseou-se na análise de materiais textuais extraídos de fontes confiáveis, como artigos científicos, relatórios institucionais e textos jornalísticos, que subsidiaram as discussões e análises apresentadas ao longo do trabalho.

Durante as aulas, o professor selecionou e apresentou fragmentos de textos relacionados aos temas explorados no artigo, como a dengue, o controle do Aedes aegypti, a situação atual da doença no Brasil e no mundo, bem como as estratégias de monitoramento e prevenção. Esses textos foram lidos e interpretados pelos alunos, que realizaram atividades de síntese com base na análise dos materiais.

As atividades incluíram a resposta a perguntas específicas e o desenvolvimento de análises mais aprofundadas, visando aprimorar a compreensão dos conteúdos e estimular o pensamento crítico. Essa abordagem permitiu que os alunos participassem ativamente da construção do conhecimento, contribuindo com suas reflexões para a elaboração do artigo e consolidando os objetivos pedagógicos propostos.


4. RESULTADO E DISCUSSÃO

A análise bibliográfica e documental realizada neste artigo permitiu aprofundar a compreensão dos principais aspectos relacionados à dengue e às estratégias de controle e prevenção dessa doença. A partir dos materiais estudados, foram destacadas as seguintes discussões centrais:

A seção "Desafios no controle da dengue e a resistência do Aedes aegypti" evidenciou que o Aedes aegypti é um vetor altamente adaptável, cuja resistência a inseticidas e capacidade de se proliferar em diferentes ambientes tornam o controle vetorial um desafio significativo (Tauil, 2002). Além disso, foi ressaltada a influência de fatores como urbanização desordenada e desigualdades no saneamento básico, que criam condições favoráveis à disseminação do mosquito e dificultam ações de controle, especialmente em países em desenvolvimento como o Brasil.

Na seção "Situação atual da dengue no Brasil e no mundo", os dados apresentados demonstraram a gravidade da dengue como uma questão de saúde pública global, com o Brasil liderando o ranking mundial de casos em 2024 (Agência Brasil, 2024a; Agência Brasil, 2024b). O crescimento expressivo no número de notificações nos últimos anos foi atribuído à falta de infraestrutura básica e ao aumento da circulação do Aedes aegypti em áreas urbanas. Além disso, destacou-se a necessidade de vigilância epidemiológica integrada e estratégias inovadoras para enfrentar os desafios impostos pela doença, como o uso de vacinas específicas em populações de risco.

A seção "Denúncia e controle de focos de dengue" reforçou a importância da participação da população no controle do vetor por meio da identificação e denúncia de criadouros. Experiências regionais, como as ações realizadas em São Paulo e no Distrito Federal, demonstraram o impacto positivo da colaboração entre sociedade e governo (Miranda, 2024). A implementação de canais de denúncia e campanhas de conscientização fortaleceu a capacidade de resposta das autoridades de saúde, destacando a relevância da educação e da mobilização comunitária no enfrentamento da dengue.

Por fim, na seção "Monitoramento e notificação como estratégias de prevenção e controle da Dengue", foi discutido o papel fundamental do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) no monitoramento da doença. A integração de dados fornecidos por unidades de saúde e a retroalimentação sistemática de informações foram apontadas como práticas essenciais para a implementação de ações preventivas e de controle (Ministério da Saúde, 2009; Ministério da Saúde, 2024). A eliminação de criadouros e a conscientização da população também foram ressaltadas como pilares fundamentais na prevenção da dengue e de outras arboviroses.

Em síntese, os resultados obtidos reforçam a complexidade do controle da dengue e a necessidade de ações coordenadas entre governo, sociedade e instituições de saúde. As análises evidenciam que o enfrentamento da doença requer não apenas estratégias técnicas eficazes, mas também o engajamento comunitário e políticas públicas sustentáveis para mitigar os impactos dessa arbovirose.


5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este artigo analisou os principais aspectos relacionados à dengue, abordando desde os desafios no controle do vetor Aedes aegypti até as estratégias de monitoramento, notificação e prevenção da doença. A pesquisa bibliográfica e documental destacou a gravidade da dengue como um problema de saúde pública global, especialmente no Brasil, que lidera o número de casos notificados em 2024.

Foram evidenciadas as limitações das ações de controle, como a resistência do mosquito a inseticidas, o impacto da urbanização desordenada e a precariedade no saneamento básico, que criam condições favoráveis à proliferação do vetor. Além disso, a importância da vigilância epidemiológica e da participação da sociedade na identificação e eliminação de criadouros foi amplamente discutida, demonstrando o potencial das estratégias integradas e da colaboração entre governo e comunidade para mitigar os impactos da dengue.

O estudo também reforçou a necessidade de investimentos em políticas públicas sustentáveis e inovadoras, como o uso de vacinas e a implementação de sistemas de notificação eficientes, para melhorar o enfrentamento da doença. Por fim, conclui-se que o combate à dengue requer um esforço conjunto e contínuo, que una ciência, tecnologia, educação e participação comunitária, para alcançar resultados mais eficazes na proteção da saúde pública.

6. REFERÊNCIAS

AGÊNCIA BRASIL. Empresa Brasil de Comunicação. Brasil ultrapassa 5 milhões de casos prováveis de dengue: Minas Gerais lidera com o maior número de registros. Publicado em 21/05/2024a - 13:47 Por Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil – Brasília. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/. Acesso em: 09 dez. 2024.


AGÊNCIA BRASIL. Empresa Brasil de Comunicação. Com 6,3 milhões de casos prováveis, Brasil lidera ranking de dengue. Publicado em 03/06/2024b - 13:47 Por Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil – Brasília. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/. Acesso em: 09 dez. 2024.


BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Diretrizes nacionais para prevenção e controle de epidemias de dengue. Brasília: Ministério da Saúde, 2009. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_nacionais_prevencao_controle_dengue.pdf. Acesso em: 06 out. 2024.


CLARO, Lenita Barreto Lorena; TOMASSINI, Hugo Coelho Barbosa; ROSA, Maria Luiza Garcia. Prevenção e controle do dengue: uma revisão de estudos sobre conhecimentos, crenças e práticas da população. In: Caderno de Saúde Pública, 20 (6). Dez 2004. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0102-311X2004000600002. Acesso em 06/05/2024.


G1 SP e TV Globo. Entenda o que são e como denunciar focos de dengue na cidade de SP; 2024 já tem o dobro de casos que o início de 2023. Publicado em 27/01/2024. Disponível em: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2024/01/27/veja-como-denunciar-focos-de-agua-parada-na-cidade-de-sp.ghtml. Acesso em: 16 set. 2024.


MD.SAÚDE. 21 Sintomas da Dengue (Clássica e Hemorrágica). Disponível em: https://www.mdsaude.com/doencas-infecciosas/sintomas-da-dengue/. Acesso em: 9 dez. 2024.


MINISTÉRIO DA SAÚDE. Dados sobre a dengue, incluindo boletins epidemiológicos e informações sobre medidas de prevenção. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br. Acesso em: 09 dez. 2024.


MIRANDA, Thaís. GDF recebe mais de 3,4 mil denúncias relacionadas à dengue em 2024. Publicado em 16/02/2024. Disponível em: https://ouvidoria.df.gov.br/gdf-recebe-mais-de-34-mil-denuncias-relacionadas-a-dengue-em-2024/. Acesso em: 16 set. 2024.


TAUIL, Pedro Luiz. Aspectos críticos do controle da dengue no Brasil. In: Cad. Saúde Pública 18 (3), Jun 2002. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0102-311X2002000300030. Acesso em 08/04/2024.


TUA SAÚDE. 9 principais sintomas de dengue (clássica e hemorrágica). Disponível em: https://www.tuasaude.com/sintomas-da-dengue/. Acesso em: 9 dez. 2024.